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Sonhos de uma manhã de outono


Eu nunca gostei de nada casual. De nada simples, comum, sem emoção.
Sempre sonhei em encontrar um amor sentado na poltrona ao lado no avião, no carro que parou no mesmo semáforo que eu, no elevador do hotel ou naquele intercâmbio que planejei fazer depois do ensino médio, mas que deixei pra depois porque soube que havia passado no vestibular.
Eu sempre quis me mudar para algum país da Europa depois da faculdade, fotografar casais apaixonados em alguma ponte sobre o Rio Sena e depois os seus recém nascidos no meu pequeno estúdio nos fundos da minha casa sem muros em alguma ruazinha da Irlanda.
Sonho também em viajar sem destino certo, em acampar à beira de um lago na primavera e em assistir o nascer do sol da cobertura de um prédio durante o outono, aquecida por um cobertor, um cappuccino e um abraço.
Sempre quis me casar no campo, num domingo de Junho, com a família junta, hospedada no casarão perto do rio desde sábado de manhã. Depois eu queria dois filhos. Um que seja gerado na minha barriga e outro no meu coração.
Quem sabe eu more em São Paulo mesmo e as férias da família inteira se coincidem. Vamos de carro para uma cidadezinha pequena do Rio Grande do Sul. Passaremos uma semana em chalés rodeados por árvores laranjadas, com folhas secas espalhadas pelo chão e felicidade espalhada pelo ar.
E finalmente, depois de muitos anos, eu encontro este pedaço de papel, amarelado, dobrado duas vezes e guardado no meio de um caderninho verde que tenho desde os 15 anos. Leio sobre os meus sonhos aqui escritos. A maioria tão adolescentes, alguns tão superficiais e outros tão nobres.
Com certeza eu vou rir, tanto por achar algumas dessas coisas ridículas, tanto por ter conseguido realizar alguns desses pequenos sonhos de uma manhã de outono.


Tranque a porta depois de sair (parte II)


De boas intenções o mundo está cheio.
De palavras que machucam (principalmente as não ditas), também.
Fico pensando nisso e me canso. Me canso, inclusive, da intensidade que mora dentro de mim.
Quantas vezes você já saiu por essa porta dizendo que seria pela última vez?
Perdi as contas. Perdi, também, o costume de trancar minhas portas e janelas. Inconscientemente eu esperava você voltar.
Hoje, o que espero é que você volte sim, mas para buscar teus vestígios daqui. Aproveite e leve embora suas boas intenções. Elas só ocupam o espaço de coisas que poderiam ser de verdade.
Mas quando sair, meu bem, aproveite e devolva os meus sonhos.
Porque o que mais doía não era ver você ir embora, era ver você me levando também. Aos poucos. Pedaço por pedaço.
Eu nunca reclamei, mas agora só me restam fragmentos de mim.
Então me devolva, depois saia porque quem vai fechar a porta desta vez sou eu, meu bem.

Uma bebê com cobertura de chocolate


Quem aqui sabe que minha maior paixão é fotografar crianças?
Pois é, me sinto realizada fazendo isso!
Ontem fotografei os 11 meses da Ana Liz, uma bebê que eu fotografo desde o 1º mês :)
Morram de fofura:







Uma delícia, né?
Não tem como não se apaixonar :)
Agora olha só o antes e o depois: HAHA


Beijinhos!
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